Tricotilomania: causas e sintomas do transtorno

Tricotilomania: causas e sintomas do transtorno

A Tricotilomania, é um distúrbio psiquiátrico onde uma pessoa não consegue controlar a vontade de arrancar os pelos do corpo como, por exemplo, cabelo, cílios, sobrancelhas, barba, pelos do braço, esses são lugares mais frequentes. A primeira vista, a maioria dos pacientes da tricotilomania são mulheres, e geralmente o distúrbio ocorre logo depois da puberdade. Continue a leitura e entenda mais sobre o transtorno.

O que é a Tricotilomania?

Na Tricotilomania o paciente sente um desejo incontrolável de arrancar seus próprios pelos, e pode fazê-lo com os próprios dedos, ou com instrumentos como, por exemplo, uma pinça. Dessa forma, o paciente sente uma pressão tão grande em arrancar os pelos, que quando ele arranca, sente um alívio enorme, enquanto se sente recompensado pelo ato.

E nada disso tem a ver com autocuidado ou preocupação estética, mas sim com uma impulsão sem controle, ou seja, um transtorno psicológico. Nesse ínterim, alguns pacientes podem brincar com as pelos e até engoli-los, neste caso, se caracterizando por outra doença, a tricofagia.

E então como o nosso corpo não digere a queratina presente na composição de nossos pelos, eles acabam ficando no sistema digestivo e virando bolas de pelos, no estômago, são medicamente chamadas tricobezoares. Assim, essas bolas de pelo só podem ser removidas através de cirurgia. Como dissemos no início deste artigo, a maioria dos pacientes da tricotilomania são mulheres, e o transtorno geralmente surge após a puberdade.

A principais características desse distúrbio são falhas capilares no couro cabeludo ou outras partes do corpo com pelos, nesse sentido, algumas pessoas têm consciência do ato de remover os pelos, enquanto outros removem inconscientemente enquanto realizam outras atividades.

Principais causas e transtornos

A princípio, não existe uma causa exata, portanto, o que se entende é que a tricotilomania é um transtorno psiquiátrico, onde segundo alguns médicos, está relacionado á diversos fatores que podem ser desde genéticos, neurobiológicos ou comportamentais. Portanto, a tricotilomania está provavelmente associada a transtornos psíquicos como, por exemplo, distúrbios emocionais, depressão, impulsividade, ansiedade generalizada (TAG), e TOC (transtorno obsessivo compulsivo).

Estudos que identificaram casos recorrentes na mesma família sugerem que o transtorno ainda pode ser hereditário, entretanto, ainda não existem evidências o suficiente que comprove. De acordo com estudos recentes, pessoas com tricotilomania possuem alterações químicas cerebrais, falhas nos níveis ou funcionamento de neurotransmissores de serotonina, dopamina, e noradrenalina.

Segundo estudos científicos, pessoas com alguns transtornos emocionais como, por exemplo, ansiedade, TOC, e ansiedade generalizada, tem maiores chances de desenvolver o hábito de arrancar os pelos do corpo. Em outras palavras, o alto nível de stress, compulsão, ansiedade e depressão, geralmente resultam na queda dos cabelos, e podem incentivar a condição inconsciente em retirar fios de cabelos e pelos.

Sintomas:

  • Vontade incontrolável, frequente ou repentina em retirar pelos e fios de cabelo do corpo;
  • Sentir prazer em ao remover os fios e pelos;
  • Falhas perceptíveis no couro cabeludo ou no corpo;
  • Normalmente esse paciente já tentou se controlar, mas não conseguiu, e cedeu á condição impulsiva de remover os pelos e fios;
  • Outros hábitos frequentes da automutilação são roer as unhas, cutucar cutículas ou outras partes do corpo;
  • Ingerir fios de cabelos ou pelos corporais causando náuseas, vômitos, dores abdominais, perda de apetite e constipação intestinal.

Tratamento da tricotilomania

O tratamento é geralmente feito por uma equipe de médicos que vai desde um psiquiatra, psicólogo e um dermatologista. Dessa forma, esses especialistas conseguem verificar o melhor tratamento para cada paciente com tricotilomania. Alguns casos podem incluir o uso de medicamentos controlados, psiquiátricos e autoanálise/ terapia, para a identificar as causas que levaram ao comportamento.

Outros tratamentos podem incluir também terapia em grupo para que os pacientes discutam e dividam experiências particulares da condição, juntamente à realização de atividades físicas e relaxamento que ajudem na melhora do quadro.

Fontes:

Rededorsaoluiz

Vittude.com

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